quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pontos de Iemanjá



Pontos de Iemanjá

Yemanjá sobá
soba y aê

Yemanjá soba
soba yaê
soba y ae soba
soba y ae...

Eu fui na praia

pra ver o balanço do mar
Eu vi seu retrato na areia
como eh linda sereia comecei a chamar
Oh Janaina vem ver
oh Janaina vem cá
receber essas flores
de orgulho ofertar

O navio apitou oh de mar afora
eh nossa mãe
que já vai embora...

Adorooooooooo....

Perdas



PAI JOÃO DE ARUANDA


Grandes perdas às vezes significam grandes decepções.


Mas como perdemos aquilo que não é nosso? Meus filhos julgam, às vezes, que perderam um ente querido pela morte. Mas essa visão é errada. Solte o seu parente que você julga morto. Aprenda a libertar a sua alma e deixar que ele voe nas alturas de sua própria vida.


Muitos dos filhos acham que reter significa possuir. Engano.


Na vida, o que possuímos de verdade é aquilo que doamos.


Se você desejar reter as almas queridas, através de suas emoções e sentimentos desequilibrados, você se transforma aos poucos em pedra de tropeço para aqueles que você diz amar.


Amor não é posse. Amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio. Amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mensagem de Maria Padilha






Na verdade quem faz o mal?


Maria Padilha das 7 Encruzilhadas!

Médium Mãe Luzia Nascimento
Mensagem recebida em 02 de setembro de 2006

Nas lides de um terreiro de Umbanda, há uma linha de trabalho muito pouco entendida até os dias de hoje. É a linha dos Exus e Pomba giras que pejorativamente receberam a alcunha de “demônios” ou daqueles que são os responsáveis diretos por toda prática do mal.
O termo “demônio” é vocabulário milenar. Na Grécia Antiga encontramos seu significado a traduzir-se por “Gênio” ou “Espírito”. Portanto, Exu e Pomba gira são Espíritos em evolução e buscam essa evolução com a consciência desperta através das experiências próprias.
Assim, como todas as demais Entidades que militam na Egrégora da Umbanda essa linha de trabalho tem funções específicas a exercer. E embora as tenha devem ser recebidos nas sessões em que trabalham a olhos vistos dos filhos do terreiro e da assistência com o mesmo respeito das demais entidades das outras linhas.
Muitos nem se apercebem que os trabalhos de um Exu e de uma Pomba gira são constantes,começando bem antes de uma sessão ou gira, continuando durante a mesma e se prolongando após encerramento das atividades do plano material.
Ser responsável pela segurança de um terreiro e dos filhos do mesmo é tarefa que requer muita destreza porque muitos filhos quando dão expansão as suas tendências sempre alegam que é por conta da energia dessas Entidades que possuem ao seu lado e esquecem que o livre-arbítrio é patrimônio de todos.
Nunca um Exu ou Pomba gira irá agir indo de encontro a Lei ou desrespeitando o livre-arbítrio de quem quer que seja!
Nunca irão praticar o mal se estão numa linha de frente para combatê-lo como uma grande
polícia de choque neutralizando as investidas das trevas na luz. Sim, meus amigos! Exu é um ponto de luz nas trevas!
E quantas trevas eles ainda tem que combater?
Isso sem falar nas trevas da ignorância que existe em muitas mentes humanas que sem conhecerem, alegam que por nós fazermos parte da esquerda somos maus.
Somos à esquerda, sim! Isso sem sombra de dúvida. Porém esse fato não nos torna menores e nem piores. Quando me refiro à esquerda quero que fique bem claro que essa polaridade é a contrapartida da direita. Só para dar um exemplo: que seria do pólo positivo sem o negativo no campo da eletricidade? Sabe o que aconteceria? Não existiria corrente elétrica para gerar energia meus filhos!
Portanto, Exu e Pomba gira são à esquerda no trabalho da direita.
Há entidades que tentam enganar os filhos de fé se passando por esses trabalhadores? Há sim!
Esses são os chamados quiumbas que acostumados a determinados despachos que recebem buscam se envolver com todos os assuntos para garantir a manutenção dos seus desejos. Esses estarão sempre à disposição da sua clientela, porque para eles nada mais existe a não ser um negócio que a primeira vista pode parecer rendoso e prazeroso, porém que a médio e longo prazo trará conseqüências funestas para ambas às partes.
Então meus filhos entendam de uma vez por todas que Exu e Pomba gira no trabalho de Umbanda não faz o mal! Procurem compreender essa linha de trabalho e se tiverem a oportunidade escutem o conselho desses guardiões. Com certeza muitos de vocês vão se espantar com a resposta que irão receber.

Laroyê Exu!
“E então meu filho em qual Encruzilhada iremos nos encontrar?”
“Em qual delas vou te buscar?”
Maria Padilha das 7 Encruzilhadas!

Cativeiro da alma- Tambores de Angola





Cativeiro da alma
Cativeiro. Palavra difícil, essa.
Muitas vezes meus filhos julgam que o cativeiro é somente aquele em que os homens, geralmente os brancos, subjugavam negros e a eles impingiam toda sorte de sofrimento, de acordo com o mando do senhor dos escravos.
Quanto engano.
Há tantas formas de cativeiro...
O jugo que o homem impõe  sobre o outro, tentando oprimir as consciências, espalhando a infelicidade dentro dos corações. O cativeiro das idéias, quando o ser se faz escravo de certos pensamentos, já ultrapassados, ou mesmo das próprias idéias, que nem sempre dignificam quem está com a razão.
Existe a escravidão de um povo, de uma raça, de uma comunidade, de uma família ou de um indivíduo, quando se recusa a seguir o progresso da vida e estaciona no tempo. Mas há também a escravidão daqueles que se julgam sábios, que repetem coisas belas filosofias copiadas de outros e que são incapazes de realizar algo em benefício próprio, como a transformação íntima de suas tendências, seus costumes e idéias, pois se acham escravos de si mesmos.
Na verdade, o cativeiro da escravidão pode ter passado. No entanto, quem sabe Isabel, a princesa, tenha apenas aberto um caminho para que os homens não mais continuassem cativos de seus modismos, medos, ânsias e angústias; de sua pequenez sem sentido?
É preciso que os meus filhos se encarem no espelho. Não naquele espelho no qual costumam olhar-se pela manhã, mas no espelho do eu, na própria alma. Observar se não estão com grilhões atados na mente, na alma ou no coração.
E preciso liberdade. Mas liberdade não é o resultado de um decreto ou de uma assinatura em uma folha de papel. A verdadeira libertação é a da alma, que poderá um dia voar livre como as andorinhas no céu de sua própria vida. Sem grilhões, sem cordas, sem muletas.
É preciso voar e voar alto, dentro de si mesmo.

Xangô morreu com seu livro de justiça, sentado numa pedra...
Quem deve paga, quem merece recebe...

Lei de causa e efeito à moda africana
"Tambores de Angola"

domingo, 17 de junho de 2012

ISSO É UMBANDA !!!


Imagine um abraço fraterno em 360 graus: isso é Umbanda.
Imagine uma vela acesa com Fé gerando mais energia que uma usina nuclear: isso é Umbanda.
Imagine Divindades, Anjos, Santos, Sábios, Magos, Gênios, Sacerdotes, Xamãs, Babalaôs, Pajés, Iogues, Iniciados, Cientistas, Curadores,
Trabalhadores da Caridade de todas as épocas e culturas voltando à Terra para restaurar a Paz e a Lei Maior: isso é Umbanda.
Imagine a última peça que falta no milenar “quebra-cabeça” que compõe a sua Alma: isso é Umbanda.
Imagine traumas, neuroses, fobias, vírus e bactérias físicas e astrais sendo dissolvidos na baforada de um cachimbo: isso é Umbanda.
Imagine a Pemba traçando e reproduzindo os Códigos Sagrados da Criação: isso é Umbanda.
Imagine o padê de Exu promovendo a harmonia entre Luz e Trevas: isso é Umbanda.
Imagine o médium descalço vestido de branco iluminando-se por dentro: isso é Umbanda.
Imagine o consulente confortado e esclarecido subindo mais um degrau evolutivo: isso é Umbanda.
Imagine o Homem servindo a Natureza e a Natureza servindo o Homem: isso é Umbanda.
Imagine o sal das lágrimas misturando-se ao sal do Mar, Ventre de Yemanjá: isso é Umbanda.
Imagine a flecha certeira de Oxossi alinhando Razão, Emoção e Ação: isso é Umbanda.
Imagine a espada de Ogum abrindo caminho no cipoal das ilusões humanas: isso é Umbanda.
Imagine o machado de Xangô aparando as arestas do Karma Planetário: isso é Umbanda.
Imagine Oxalá retirando os espinhos de teu coração e Oxum cobrindo com mel teus ferimentos: isso é Umbanda.
Agora, deixe de imaginar...
Pois tudo isso não é sonho, é realidade vivida e sentida
A toda hora, todo dia, ao som de um belo ponto cantado!!!
No abraço do Caboclo,
No toque do Preto Velho,
Na brincadeira da Criança,
No olhar do Exu Guardião,
No sorriso do Baiano,
No balanço do Marinheiro,
No encanto da Cigana,
Na ginga do Malandro,
No laço do Boiadeiro...
...meu Filho: ISSO É UMBANDA!

Mensagem do Caboclo Yguaratan recebida espiritualmente pelo médium Vanderlei Alves (Tenda de Umbanda do Caboclo Estrela do Mar) em 01/12/2010, às 01h55




quarta-feira, 13 de junho de 2012


 

Oração a Santo Antônio pelos pobres

Altíssimo e Sapientíssimo Senhor do mundo, dos céus e da terra, que tudo conheces e tudo governas suave e fortemente;
Excelentíssimo Criador de céus e terra, que mostras a grandeza de teu poder nas coisas grandes e a perfeição de teu governo nas coisas pequenas;
Vigilantíssimo Governador do universo, sem cuja permissão não cai nem um cabelo de nossas cabeças, nem uma folha de nossas árvores; bondosíssimo Dono, que vestes de esplendidas roupas as ervas do campo e dais de comer as aves do céu;
Amantíssimo pai, que para que os ricos deêm seu pão aos pobres, vos estimulas com tuas palavras, vos ameaças com tuas inimizades e lhes premias suas caridades com inumeráveis favores:
Vos suplicamos que atendas aos rogos que vos dirigimos por meio de teu servo Santo Antônio, para que tenhas providencia conosco para nosso bem, nos concedas todas as graças temporais que nos convenham e, sobre tudo ordeneis nossa vida, conforme a toda caridade contigo e com teus pobres, para salvação e santificação de nossas almas.
Oração à Exu
Ó Exu, glorioso trabalhador do céu e da terra,
Protetor das almas encarnadas e desencarnadas
E guardião dos espíritos de luz;
Eu vos invoco humildemente, para que me ajudes
A pregar o amor, a verdade a justiça,
E a fazer a caridade que Nosso Amado Mestre Jesus nos Ensinou.
Ilumine meu espírito com seu amor infinito
E sua bondade inesgotável, para que eu possa
Hoje e sempre ter a misericórdia da sua proteção,
E através dela concretizar e levar minha fé,
Vencendo toda a adversidade
E a feitiçaria dos homens da terra.
Laroyê Exu !
Fonte: blog universo da umbanda
Salve Santo Antonio! Padroeiro dos Exus



Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, e desencarnou em Pádua, na Itália. Foi discípulo de São Francisco, e como ele, desfez-se de todos os seus bens e viveu para ajudar aos pobres e desamparados.
  Seu nome na verdade, era Fernando, mas ao entrar na Ordem dos Franciscanos, em 1208, trocou seu nome para Antônio (que significa “Defensor da Verdade”) e deixando as coisas mundanas, foi viver no mosteiro de São Vicente. Desencarnou precocemente, aos 39 anos, devido às privações e jejuns prolongados. Sempre defendeu a igualdade de todos e defendia os desamparados, lutando pela igualdade de todos.
  Um dos poucos encarnados onde comprovou-se o fenômeno de bilocação, e salvou o próprio pai da prisão. Estava ele pregando numa praça de Milão, quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo censurou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonra, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido.
Como todos os que seguem os desígnios simples e puros, muitas vezes os homens não lhes davam ouvidos, então isolava-se na Natureza, conversando com as aves e os pássaros.
Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele, com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas, nos trabalhos de desobsessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.



Salve Santo Antônio! Salve a Malandragem e Laroyê Exu!



Fonte: Blog Universo da Umbanda

terça-feira, 12 de junho de 2012





Quem vive e sente a pureza da Umbanda está sempre Feliz, pois sabe que mesmo nos momentos difíceis está evoluindo e aprendendo...
Até quando tropeçam, tropeçam para frente.


Vovô Joaquim d’Angola.

Oxum

Quando a tristeza invade meu peito
eu clamo Oxum!
Quando as lágrimas invadem meu rosto
eu clamo Oxum!
Quando a dor é maior que meu espírito
eu clamo Oxum!
Minha poderosa mãe do espelho e das águas
Minha rainha soberana da doçura e do amor
Tenha piedade dos que sofrem e choram
Que o tempo do teu rio se apresse
Em trazer a esperança e a alegria
Minha senhora dona dos céus azuis
Das pedras, dos seixos, da beleza
E das águas límpidas como a paz
Que o seu espelho revele a sorte
Nos meus passos errantes
Que suas mãos frágeis e delicadas
Sejam o conforto em minha caminhada
Que eu seja bendito no seu coração de mãe!

Ora iêiê ô minha mãe Oxum!




Ciganos e boiadeiros

Logo depois dos caboclos e pretos velhos, em geral, as entidades que os seguem em nível de evolução próximo são os boiadeiros (que habitualmente respondem na linha do Oriente e na linha de Xangô).

Os boiadeiros são os melhores representantes do peão, do homem do campo que se dedica à lavoura e à pecuária. Em geral, grande parte dos boiadeiros vem das grandes fazendas do Norte e Nordeste de outrora, o tempo da fartura e das criações de grandes pastos. Eles cantam canções antigas, que remetem a uma vida mais simples e ao trabalho ensinando-nos a força que ele tem. Sua principal lição é que a maior das magias e o maior dos milagres são feitos com a força de vontade de cada um.

Os ciganos, por sua vez, embora muito conhecidos e dos quais muitos já ouviram falar, por vezes se vêem confundidos com exus, pombagiras, malandros e kiumbas.

A questão é que os ciganos, nas casas de Umbanda, são muitas vezes incompreendidos, pois têm comportamento próprio, linguajar peculiar e uma moral que seguem a todo custo, difícil de assimilar por muitas vezes a nossa cultura. Em casos, eles são incluídos nas linhas do Oriente, entretanto o correto seria classificá-los dentro de uma linha própria, dotada de poder e em graus hierárquicos complexos, organizados por famílias, como são os reais ciganos, e regidos pelos quatro elementos naturais (terra, água, ar e fogo). Em algumas casas, onde há grande manifestação desse povo, não é incomum que, em vez de cultuar a linha do Oriente, o culto seja dedicado exclusivamente aos ciganos, como linha do povo cigano.



"Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

Caio F. Abreu

Caboclos e Pretos velhos
Os caboclos são, ao lado dos pretos velhos, as entidades mais respeitadas e mais evoluídas da Umbanda, sem contar que são também as duas raízes primordiais da religião: a indígena e a negra. Há quem tente classificar de maneira tal que os caboclos sejam mais evoluídos; há quem diga que são os pretos velhos. Ao lado deles, em termos de evolução também ficam os ciganos da Linha do Oriente (pois são entidades também dotadas de grande nível de evolução).
Já no que concerne aos pretos velhos são espíritos de velhos africanos ou afro-brasileiros que viveram nas senzalas e na África. Aqueles que tiveram no Brasil, majoritariamente, foram escravos que morreram no tronco ou de velhice. Aqueles que viveram na África ou mesmo em outros lugares, onde eram feiticeiros, escravos e curandeiros.
Eles respondem, em sua grande maioria da linha dos ancestrais, na face de Yorimá - ou como muitos chamam, a linha das almas. Aqueles que, tais quais os caboclos, evoluíram e estão em suas últimas instância evolutivas, acabam respondendo diretamente à linha de Oxalá, preparando-se para dar os próximos passos no astral. Em geral estão em terra cuidando de seus últimos filhos ou aprendendo a não perder a humanidade e mantê-la em equilíbrio com o cosmos.
A realidade é que entre as demais entidades, eles estão, com certeza, no mais alto grau de evolução. Podem vir em praticamente qualquer uma das sete linhas em geral são os responsáveis pela cabeça dos seus filhos. Raríssimos são os casos em que outra entidade o é, havendo um preto velho ou um caboclo dentre as entidades daquela pessoa.
Há algumas características a observar que tornam mais fácil a identificação da linha do caboclo ou preto velho. Como por exemplo, podemos notar que, após o seu nome, em geral, essas entidades se identificam por suas origens: entre os caboclos, os que são caboclos da mata virgem viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com ela; já os chamados caboclos da mata virgem viveram mais isolados, com maior e mais profundo contato com a natureza, um pouco arredios à sociedade urbana; já entre os pretos velhos, podem se identificar como do Congo, que geralmente respondem aos orixás Xangô e Iansã; de Angola, que respondem a Ogum, das matas, que respondem a Oxóssi; da Calunga, que respondem a Iemanjá; do cemitério ou das almas, que respondem a Nanã ou Omolu; ou ainda, de Aruanda, aqueles que respondem diretamente a Oxalá.
Os nomes de alguns Pretos velhos são:
·         Pai Francisco
·         Pai Guiné
·         Pai João
·         Pai Joaquim
·         Pai José
·         Tia Ana
·         Tia Maria
·         Tia Quitéria
·         Velho Liberato
·         Vovó Ana
·         Vovô Cipriano

Já os caboclos possuem nomes bastante intrincados e uma organização que pode variar entre linhas, orixás a que respondem e suas funções na terra.

Respondem como caboclos da linha de Ogum:
·         Águia Branca
·         Águia Dourada
·         Águia Solitária
·         Arariboia
·         Beira-mar
·         Caiçara
·         Guaraci
·         Icaraí
·         Ipojucan
·         Itapoã
·         Jaguaré
·         Rompe-aço
·         Rompe-ferro
·         Rompe-mato
·         Rompe-nuvem
·         Sete Matas
·         Sete Ondas
·         Tabajara
·         Tamoio
·         Tupuruplata
·         Ubirajara

Respondem como caboclos da Linha de Oxóssi:
·         Aimoré
·         Arapuí
·         Arruda
·         Boiadeiro
·         Caboclo da lua
·         Caçador
·         Flecheiro
·         Folha verde
·         Guarani
·         Japiaçu
·         Javari
·         Junco verde
·         Mata virgem
·         Paraguaçu
·         Pena azul
·         Pena branca
·         Pena dourada
·         Rei da mata
·         Rompe-folha
·         Serra azul
·         Sete encruzilhadas
·         Sete flechas
·         Tapuia
·         Tapaíba
·         Tupiara
·         Tupinambá
·         Ubá

Respondem como caboclos da linha de Xangô:
·         Araúna
·         Caboclo do sol
·         Cachoeirinha
·         Cajá
·         Caramuru
·         Cholapur
·         Cobra coral
·         Girassol
·         Goitacaz
·         Guará
·         Guaraná
·         Janguar
·         Jupará
·         Mirim
·         Rompe-serra
·         Sete cachoeiras
·         Sete caminhos
·         Sete estrelas
·         Sete luas
·         Sete montanhas
·         Sultão das matas
·         Treme-terra
·         Tupi
·         Ubiratan
·         Urubatão
·         Urubatão da guia

Em alguns casos eles podem vir na linha de Oxalá. Quando isso acontece, eles são agregados à linha de Oxalá por terem evoluído o suficiente para chegar nesse ponto e responder diretamente a esse orixá, ou seja, são caboclos e caboclas muito evoluídos, que já serviram a outros orixás e estão em suas últimas instâncias evolutivas, quando não cuidando de seus últimos filhos na Terra para passar finalmente a uma etapa diferente da evolução, no plano astral. Assim, nenhum caboclo ou cabocla, ou ainda caboclinho, em princípios de sua evolução, virá na linha de Oxalá. Quem responde nesta linha está nela por merecimento, por sabedoria e iluminação.
As caboclas, em geral, se apresentam na linha das águas, respondendo diretamente a Iemanjá, Oxum e Nanã.

Sob ordens de Iemanjá, respondem:
·         Cabocla da praia
·         Diloé
·         Estrela d’alva
·         Guaraciaba
·         Jaci
·         Jacira
·         Janaína
·         Jandira
·         Sete ondas
·         Sol nascente
Sob ordens de Oxum, respondem:
·         Araguaia
·         Estrela da manhã
·         Imaiá
·         Iracema
·         Jaceguaia
·         Jandaia
·         Jupira
·         Juruema
·         Juruena
·         Mirini
·         Suê
·         Tunuê

Sob ordens de Nanã, respondem:
·         Açucena
·         Inaíra
·         Janira
·         Juçanã
·         Juraci
·         Jutira
·         Luana
·         Muiraquitan
·         Paraguaçu
·         Sumarajé
·         Xista

Há também, casos de caboclas que respondem sob ordens de Iansã, embora mais raras. Elas possuem uma vibração cruzada, em geral bastante semelhante às dos povos do Oriente, e não raramente, não serão índias brasileiras ou oriundas daqui:
·         Bartira
·         Ivotice
·         Japotira
·         Jurema
·         Jussara
·         Maíra
·         Palina
·         Poti
·         Potira
·         Raio de luz
·         Talina
·         Valquíria

Texto retirado do livro “As sete linhas da Umbanda”- Janaína Azevedo Corral